sexta-feira, 3 de julho de 2015

O semideus

         Ei, garota, que ofereces teus sacrifícios de amor a mim, reconhecendo-me como um deus pagão do amor, de bom grado, eu recebo o oferecimento do teu corpo desnudo em cima do altar da minha cama.

         Sim, aceito os incensos acesos da tua libido que com seu perfume e fumaça sobem diante a minha presença.  Como estes me são agradáveis meu amor. Tu és a devota fiel da minha paixão sensual que embarca toda a terra. Eis que derramo todo este sentimento passional e sensualíssimo sob a tua fronte, ungindo-te definitivamente pelos séculos sem fim.

         Sopro sobre tua pele branca e macia o meu hálito de vida, insuflando em ti o desejo descontrolado pelo meu sexo que é somente e completamente teu.  Trago-te a excitação sexual das ninfas da natureza e a alegria suprema de adentrar ao meu lado nos átrios sagrados e profanos do prazer.

         Quando estou contigo em nosso leito de prazeres deliciantes, sorvo com extrema voracidade o vinho vermelho da tua luxúria que é plena de uma profanidade quase beatífica.

         Percebo-me como um perfeito semideus quando desnudo estou deitado sobre ti penetrando-te apaixonadamente, desejando alcançar através da ponta da minha lança fálica, o teu oásis divino - triangular de delícias orgásticas e alegrias uterinas.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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