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O sol radiante da tua paixão

quarta-feira, 29 de julho de 2015.
        Eu proíbo ao meu corpo a não querer o teu de uma forma ensandecida, eis, que imponho a ele que te anseie como se tu fosses o seu próprio sopro de vida.  Quero-te esparramada em cima da minha cama, exalando ao suor do desejo e tendo por entre as suas pernas a escorrer, os rios profusos do prazer.

         Eu proíbo aos meus lábios a não clamarem pelo toque fogoso dos teus, neles, exijo que estes reconheçam que sem os teus beijos de Lilith excitada, o gosto amargo de uma existência sem graça lhes tomaria por completo.

         Nunca me negues, oh, minha querida, o sol radiante da tua paixão, digo-te que os raios de luz que dele procedem, iluminam-me extasiando-me até o mais profundo do meu âmago.  Deixe-me tocá-la com a ousadia de um sátiro, fazer com que sensações sensuais dominem cada célula e músculo do teu ser.

         Consinta-me emaranhar-me nos fios longos e encaracolados dos teus cabelos, sentir o perfume deles em minhas narinas abertas e atentas, perder-me no vermelho-ruivo das tuas madeixas macias.  Também os meus ouvidos querem ouvir-te gemer sem parar, entre toques íntimos e ósculos profanos, entre palavras obscenas e leves mordidas lascivas, marcando momentaneamente a tua cútis de sereia de encantos belos e inconfundíveis.

         Eu finalmente afirmo-te que, proíbo a minha boca de deixar de dizer a todo o momento que eu te amo.  O meu coração não suportaria em saber que em algum momento tu pudesses duvidar dos meus sentimentos por ti.  Planto apaixonadamente em teu interior, as sementes dos meus orgasmos deificantes.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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