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Paixão tempestiva

quinta-feira, 16 de julho de 2015.
         Ando contigo de mãos dadas pelos campos da devoção do amor romântico, colho com o teu auxílio os frutos doces de uma paixão indissolúvel.  Respiro continuamente este sentimento de querer-te tão bem e isto faz com que os meus dias se tornem mais agradáveis.

         Corro em tua direção na mesma velocidade usada pelo vento forte, afinal, tu és o meu norte seguro, meu oásis de prazer e proteção definitivos.  Não a um prazer maior para mim que o de ser devorado sensualmente por ti, oh, minha gazela, dona de uma beleza irrefutável.

         Em noites onde o céu está salpicado por inúmeras refulgentes estrelas, recebo-te em minha tenda árabe de paixões carmins, lá dentro, ofereço-te meu corpo imortal de sedutor vampiro,  e levado por uma fome voraz, bebo dos teus fluídos orgásticos que escorrem pelo meio das tuas duas belas e bem torneadas pernas.

         Nestes momentos especialmente íntimos, torno-te minha para todo o sempre, contemplo-te com o meu amor eterno, fruto de gosto delicioso provindo de existências passadas.  Sim, minha querida, as nossas almas abraçaram um matrimônio tão antigo quanto os fundamentos da terra.

         Dos teus lábios rosáceos recebo os beijos mais apaixonados que já recebi em toda a minha existência.  Vindos da boca de uma mulher, eles me fazem sentir como se eu fosse um deus pagão, rei de um panteão de deuses antiquíssimos do amor sensual.

         Abro o meu peito para ti, faço jorrar do seu interior os rios dos meus sentimentos românticos pela mulher que tu me és, oh, senhora idolatrada do meu coração apaixonado.  Enlouqueço nestes meus atos de amar-te sem descansar um segundo sequer, sou águia livre voando no céu escarlate dos coitos vulcânicos que pratico contigo.

         Pertenço-te como um homem consagrado plenamente a ti, eu rendo-me as tuas carícias de fêmea cheia dos mais puros encantamentos, inflamo-me de pura alegria sexual ao sentir o teu toque excitante.  Sou todo contentamento ao singrar na tua nau de Vênus terrena, de Afrodite dos meus êxtases fálico-orgásticos.  

         No abismo da tua luxúria tempestiva mergulho sem medo, convicto que eu me encontrarei com o meu homem interior em toda a sua inteireza.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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