sábado, 17 de outubro de 2015

Minha amada venerável

       Tu és a minha doce romã, meu apetite por ti aumenta a cada dia, sinto que o meu coração apenas deseja bater pela mulher que tu me significas.  As minhas mãos sempre se apresentam ávidas em despir-te peça por peça, descortinando esta tua beleza nua que sempre me tira o fôlego quando eu a contemplo.

         Teu corpo é o meu sagrado oásis para a minha alma de amante voraz, sem ele, esta se sente uma eremita perdida no deserto do desamor.  Sou teu homem agora e sempre, com a minha macheza desejo-te experimentar-te em sua essência, meu querer faz-me ansiar em ser ungido pelo teu espírito de mulher, oh, minha amada venerável.

         Vou planar pelos céus do amor em teus braços que exalam um perfume carmim, neste vôo que com certeza me deixará maravilhado, me encontrarei com os deuses do amor poético.  Ter-te como minha mulher me glorifica por inteiro, me extasia até as entranhas do meu espírito.

         Recebo-te de forma apaixonada nos ardores do meu corpo que dia a dia se compraz nas delícias sensuais que emanam das tuas carnes de mulher rainha e mulher deidade.

         Pertenço-te tão completamente, quanto à alegria dos jovens pertencem a sua primeira noite de núpcias, quando os mistérios deleitantes do amor carnal; são descortinados diante de si, através do doce tato dos seus sentidos.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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