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Mulher, tu és aquela que carrega em si, o fardo leve do amor

sábado, 5 de março de 2016.
E eis que carregas o amor como um leve fardo, pois, o entendes como ninguém; da mesma forma, levas acesa na alma, como se fosse uma chama sagrada, a tua beleza de mulher.  E assim a cada hora fazes com que eu te ame mais. Meus dias por tua causa tornaram-se primaveras surpreendentes. A minha vida, por eu amar-te muito, coloquei em tuas mãos.
          
Singras por um mar, às vezes tranquilo, outras vezes, tempestuoso; estas águas em que navegas são únicas, assim como o mundo no qual vives, visto por ti diferentemente da maioria das pessoas; e em teu coração meditas sobre os acontecimentos que presencias,  e te quedas, quieta, com as tuas conclusões,  reservadas nos íntimos recessos de teu interior.
          
Trazes o silencio no abismo do teu espírito, dentro dele a voz retumbante da Deusa ecoa; ao te abaixares, com o intuito de tocar o chão que treme, tuas mãos delicadas apaziguam o movimento brusco das placas tectônicas, paralisando grandes terremotos.  Onde pisas com os teus formosos pés, crescem as flores da paz que, com seu perfume, destroem a guerra pestilenta que os monoteístas fomentam e desejam fomentar no âmago da humanidade.
          
É com o concreto da testosterona que os homens constroem as pedras para apedrejarem as Marias Madalenas da vida em cada esquina, em cada beira de deserto. E é adorando o Deus da misoginia que estes continuam criando as suas fogueiras inquisitórias, com o objetivo de matarem aquela que detém em si o útero/ falo da bruxa, a sacerdotisa do sol e da lua, e ela és tu, oh, amada mulher!
          
Os livros sagrados do monoteísmo estão cheios de morte, ah, e antes que eu me esqueça, eles são um manual prático de como satanizar e dominar o gênero feminino.  Tudo que não serve o propósito dos Aiatolás e Papas do falo devem segundo eles mesmos, ser anatematizado.  Sim, querida, há séculos estes vem anatematizando o “AMOR”.
          
Agora, que te proferi estas palavras proibidas, beija a minha boca com paixão, pois, neste instante ela tornou-se purificada. Unge meus pés com o óleo do teu suor sagrado e depois os enxuga com o véu dos teus cabelos negros e ondulados!  Prepara-me deste modo, para que eu me faça digno desta noite, e possa assim adentrar ao templo bendito de Diana!

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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