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Sob a luz da tua feminilidade

sábado, 19 de março de 2016.
Eu estou sob a luz da tua feminilidade, jamais pensei em recuar diante a força do teu amor.  Os campos brancos de trigo nos esperam, sempre gostei de caminhar pelo meio do trigal de mãos dadas contigo, sentindo o vento esvoaçando os teus cabelos longos; com isto, sempre pude sentir o perfume que deles procediam chegando até a mim.

Ouvir o som de tua voz, oh, há algo mais poético do que isto neste mundo? Acredito que não.  Tatear tuas ancas nuas com a convicção firme dos meus dedos, sim, eu sempre amei desnudar-te em meio ao campo, deitar-te sobre o solo fértil para poder explorar a vinha doce do teu corpo.

Será que como eu alguma vez tu conseguiste ouvir as risadas dos pequeninos gnomos que nos seguiam por entre o trigo? Eu sempre os escutei se divertindo com a comédia romântica do nosso amor.  Acho que estes aproveitavam estes momentos para também namorar.

As águas rosa dos meus desejos desaguavam por todo o teu ser, possuir-te curva por curva, dobra por dobra de tua carne era o exercitar de uma bela fantasia sexual.  Fizeste-te mulher plena para este feliz homem que me tornei ao amar-te desta forma tão absurda.

Quantas vezes senti-me divinizado ao conseguir beber da tua luxúria torrencial, nestes instantes contemplei em mim a face de um semideus há muito esquecido, mas, que fora ressuscitado pelo toque do teu sexo úmido.  

Tua pele alva misturada aos grãos brancos do trigo, teu suor de fêmea selvagem impregnando o que ele tocava com vida abundante, ah, este era um espetáculo que todas as vezes que se repetia; redimia-me o espírito.

Teus gemidos, meus gritos, tua graça de mulher, meu testosterona que me escapava pelos poros, sim, é claro, este era o nosso ritual de amor supremo, significava a terra girando em torno de nós, éramos deuses de um erotismo tão carmim quanto o sangue que corria em nossas veias.

Sentir teus beijos esfomeados em meus lábios, clamar pelo teu cheiro inóspito em minha cútis bronzeada, viajar pelos labirintos orgásticos das tuas carícias, isto tudo se tornava a minha religião pagã, isto tudo era o caminhar por uma via onde a paixão que eu sentia por ti é que me levaria ao Santo Graal perdido.


                 - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS


A imagem da foto que ilustra o texto publicado acima é da autoria do fotógrafo David Hamilton.

David Hamilton- (Londres, 15 de abril de 1933) é um fotógrafo e diretor de filmes britânicos; melhor conhecido por suas imagens nuas de meninas.

Hamilton cresceu em Londres. Sua escolaridade foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto vivia afastado da capital londrina, ele passou algum tempo na zona rural de Dorset, que inspirou alguns de seus trabalhos. Após a guerra, Hamilton voltou para Londres e terminou a escola antes de se mudar para a França onde viveu desde então.

Ainda sobre o trabalho artístico de Hamilton: Hamilton é famoso desde a década de 1970 por fotografar jovens adolescentes nuas ou seminuas. Dono de um estilo característico onde predominam as cores suaves e a granulação, tal estilo então chegou a ser chamado de “hamiltoniano”.


Fonte de informação: Wikipédia. 

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