quinta-feira, 12 de maio de 2016

Donzela tatuada

 Amo-te, oh, minha donzela tatuada, em ti derramo profusamente toda a minha afeição.  Em ti repousa o meu carinho em plenitude.  Quando te toco dentro do nosso quarto secreto de prazeres infindáveis o espírito da graça dos deuses me vem.

Adoro ferir docemente a tua pele com os dardos dos meus ósculos excitantes, esta tua mesma pele que com seu perfume aprazível me enlouquece quase por completo.
                     
Musa divinal que me inspira a poesia perfeita, aquela que fala do amor integro, do amor sem manchas.  Perante a tua presença eu dobro os joelhos derramando aos teus pés a fluidez do meu coração.  Sob o altar da minha alma apaixonada invoco a tua presença sublime.

Dou-te o meu corpo nu para a tua plena satisfação, faço-me objeto dos teus desejos mais calientes.  Ser um brinquedo das tuas vontades libidinosas me traz uma felicidade indescritível.

Quero-te por mil noites adentro, quero-te por mil primaveras floridas, desejo visitar-te em teu âmago uterino, sugar do néctar dos teus gozos sublimes.  Beber da fonte dos teus lábios carnudos a água refrescante dos teus beijos apaixonantes.

Em ti encontro mil paraísos perdidos, pois, em teu seio brilha refulgente o sol do amor supremo, amor este do qual eu me aposso, assim como também sou possuído por ele.

Caminho contigo sob a estrada da paixão infinda, este é o nosso destino, este é o propósito fundamental para qual nós dois nascemos, digo-te então: não há como voltar atrás naquilo que sobre nós está já escrito antes de termos nascido, escrito nas estrelas.

Sob a luz prateada da tua alma-lunar de mulher o meu espírito é iluminado, e deste modo este pode contemplar a face sacra e profana do indizível.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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