sexta-feira, 6 de maio de 2016

Duas Vênus

Deixa-me tocar-te sem temor algum, oh, minha donzela desvairada, sabes muito bem que amo a maciez deliciosa da tua pele fresca.  A brancura dela, convidando os meus dedos a deslizarem na sedosidade de sua superfície, tentação pura para os meus sentidos, ebulição certa em minha libido.

Amo ser a tua namorada, e queimar contigo na fogueira acesa das paixões sensuais.  Existimos como duas mulheres, duas potrancas cavalgando sob o desfiladeiro dos nossos desejos mais secretos. 

Transpiramos quereres que os nossos lábios não tem coragem de confessar a luz do dia, como panteras licenciosas rolamos engalfinhadas sob a relva da nossa luxúria.

Para nós não existe culpa, afinal, o pecado é apenas uma falácia que inventaram, para coibir o amor livre; tanto acima como abaixo do Equador. 

O que realmente existe é o meu corpo moreno transpirando em cima da alvura do teu.  De nossas bocas o que são entoadas, são as canções dos nossos gemidos obscenos. 

O nosso jogo é o do prazer, sem fichas ou cartas jogadas à mesa, sãos os nossos carinhos febris que se tornam instrumentos visíveis dele, e a nossa alcova é o cassino onde só é permitida a entrada de nós duas.

Sem medo de errar por um instante sequer, buscamos o deleite máximo no roçar selvagem de nossas vulvas feitas de fogo, êxtase e vermelhos orgasmos infindos.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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