quinta-feira, 28 de julho de 2016

Eu conheço todos os teus encantos

Teus encantos eu os conheço de cor e salteado, dentro da tua beleza não existem mistérios para mim.  Teus olhos negros me hipnotizam de tal forma que não consigo olhar para outra mulher que não sejas tu. Menina de coração inocente e de alma pagã.

No recôndito do teu quarto conversas com fadas e com elas brincas em um universo mágico apenas conhecido pela tu mente fascinante. Tuas asas brancas de anjo poético fazem com que voes até o seio dos poetas imortais, aqueles que brindam sorridentes com os deuses antigos em taças do mais puro cristal.

Em teu sorriso ungido por um concreto encanto, deixo-me envolver por ele para logo depois me enxergar andando sob uma planície de pura e cândida luz. E esta luz com seu calor ameno chegam a me consolar, espantando do meu espírito o frio invernal de toda tristeza existente.

Danças com uma luxúria febril diante o olhar extasiado daqueles que te admiram, embalada ora pelas guitarras estridentes do rock n roll e ora pela melodia medieval de canções pagãs, te fazes assim então, sereia de mil fascínios imperscrutáveis.

Tuas amigas acorrem em tua direção e atraídas pela música dulcíssima de tua voz; se deixam conduzir pela sacerdotisa amável que tu és, estas formando um grande círculo a envolver uma antiga árvore; cultuam desta forma com reverência a Grande Gaia.

E eu consigo enxergar-te na face esplendorosa de um sol primaveril e no brilho prateado de uma lua iluminando uma bela noite de verão. O mar nas manhãs poéticas do outono pronuncia seu nome e o vento frio do inverno traz as minhas narinas o teu perfume de deusa tupiniquim. Então te pergunto: como esquecer-te se a própria natureza sempre me faz com que eu me lembre de ti?
Em teus jogos de menina indubitavelmente encontras as tuas certezas de mulher, na cor do teu batom rosa e no perfume de flores silvestres que costumas usar; constróis ao mesmo tempo em que decifras enigmas da tua alma de amada Vênus.

Em teus templos etéreos edificas firmemente a tua fé no indizível, pois, na força do teu xamanismo curas o teu divinal útero e por conseqüência consegues o saneamento de toda a terra, afinal, não é a toa que Pachamama te chama de filha.

Tu lês a minha poesia com extrema devoção e eu derramo a minha alma de versejador ante os escabelos dos teus pés, com isto unjo-os preparando-te para que adentres a casa da minha literatura que é feita de puro e sacrossanto fogo sensual.

Mulher feiticeira, mulher sereia, mulher lupina, aquela que tatuas os meus sonhos com visões douradas de um paraíso nunca antes ganho, para logo depois, ser completamente perdido.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Um comentário:

POESIAS SENSUAIS E CONTOS disse...

Lindas e expressivas apaixonadas palavras. Amei estar aqui. Parabéns