terça-feira, 23 de agosto de 2016

Excertos de Sagrado feminino: a nova moda.

"Sinceramente, tenho alergia às modas e clichê".

Para mim o sagrado feminino existe somente em quem assume o fardo do ser mulher e do ser mulher livre. Livre da opinião alheia, livre da benção do grupo, livre da chantagem econômica que maridos e pais impõem, livre do jugo afetivo que a família impõe, livre da necessidade de ser aprovada por um homem, livre de se vender e “prostituir” para agradar, fazer parte, ter dinheiro, status, aplauso.

Você não encontrará o “sagrado feminino” num workshop com fogueiras e cantos, danças e pinturas. O feminino sagrado é a Deusa em você, é Deus ao feminino em você que exige seu compromisso e sua lealdade. É começar a reconhecer como sagrada sua voz interior, começar a se ouvir, começar a deixar as tramoias de lado e ser honesta, transparente, impiedosamente transparente consigo mesma.

O sagrado de seu feminino aparece quando você para de esconder sua feminidade que obviamente não se resume na sessão ao cabeleireiro e à academia. A deusa em você está na sua exigência de ser mãe com dignidade, mas também no parar de ser mãe que produz filhos concretos para produzir filhos espirituais, parir novos mundos para si e a humanidade.

O sagrado feminino aparece quando você se recusa a fazer o jogo do sistema capitalista que escraviza mulheres e homens, mães, crianças, pais, natureza, animais, e que para se sustentar exige que cada um amordace sua sensibilidade, sua beleza interior sua delicadeza.

Você dá voz ao feminino sagrado quando não vive em função do lucro, quando coloca as relações e o amor acima do lucro sem, entretanto se prejudicar porque precisa viver e viver saudavelmente para poder amar mais e melhor.

           O sagrado feminino é quando você consegue amar o outro a partir do amor que tem por si mesma, quando você se permite ser tocada lá no fundo pelo outro para assim de verdade compreendê-lo, sentindo de dentro e estando juntos de verdade. O sagrado feminino encara o desafio de como é que isso pode acontecer, sem receitas! Sem receitas, sem gurus. Você aprendendo a andar sobre suas próprias pernas.
 “A deusa agradece. "

          “ Vivemos numa sociedade altamente machista não só de homens como de mulheres machista (as piores). O machismo das mulheres vêm às claras no olhar desaprovador que lançam contra outras mulheres que ousam o que elas não tem coragem de fazer, ou que dizem o que elas não tem coragem de dizer, ou que peitam o grupo (feminino, pasmem!) em nome de sua independência de pensamento e autonomia de comportamento. O machismo das mulheres está na competição desregrada e venenosa que travam contra outras mulheres."  

         "Cadê a deusa em você? Agora, nesse momento? Cadê ela? No workshop que irá fazer nesse fim de semana? Ah... certo. Quero ver onde está o sagrado feminino na sua relação, no seu trabalho, entre você e suas amigas, entre você e a causa social que atende, entre você e seu chefe e, sobretudo, entre você e os valores que de fato diariamente norteiam sua vida, suas escolhas, suas prioridades."

          -Adriana Tanese Nogueira

   Link original da postagem que possui o texto na íntegra:

   http://goo.gl/CuOzsn

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