segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Pensamentos de uma doce ninfa

Teu toque em meu jardim piramidal quase me leva ao êxtase, fazendo um aguaceiro de doces sensações escorrerem pernas abaixo.  Neste momento, sou como um lampião desejando ser aceso pelo teu libidinoso fogo.  Também me vejo como a jovem donzela sob o balcão da sacada, à espera da visita de seu doce vampiro.

Com certeza, oh, minha moça, sempre estou a ansiar por tuas carícias, passo todas as horas a sonhar com elas.  Sinto o rubor chegar as minhas faces, quando percebo o umedecer do meu sexo por conta dos pensamentos que tenho contigo, e, isto, muitas vezes, ocorre em via pública.

E eu que sou tão mulher como tu mesma és, guardo em minha memória afetiva o perfume agradável da tua pele macia. Então, meus pelos se arrepiam, assim como os mamilos por baixo das minhas vestes se enrijecem. Nestas circunstâncias, quase perco o controle e, por pouco, não chego a gritar teu sublime nome no meio das ruas.

Para a minha definitiva tortura, tudo ao meu redor faz lembrar-me de ti, até os rostos expostos das belas modelos em grandes outdoors.  A imagem da estética perfeita da tua beleza persegue constantemente a minha mente, e não há, oh, meu dulcíssimo amor, como livrar-me dela.

Será que durante todo o tempo eu também povoo os teus pensamentos desta forma tão obsessiva? Por um acaso, tornei-me igualmente para ti um fantasma de sensualidade afroditiana a assombrar-te segundo a segundo da existência?

Houve muitos momentos, devo confessar-te, que, quando estavas ausente, deixando-me sozinha em nosso apartamento, levada por estes contínuos pensamentos libidinosos a teu respeito, fui obrigada a fazer justiça com as minhas próprias mãos, pois, tocando-me de forma intima e profundamente lasciva, cheguei a estrondosos orgasmos, invocando a tua presença, ah, minha ninfa, que leva em seu seio o poder de uma grande sedução sobre mim!

Hoje, quando a noite cair vagarosamente sobre as nossas cabeças, atravessarei a madrugada inteira tendo o meu corpo nu entrelaçado irremediavelmente ao teu. E o som que irá sair das nossas respectivas gargantas, será os de silvos de duas serpentes no mais pleno CIO.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS 

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

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