segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Musa nordestina

Teu sorriso com seu brilho
me impede de que eu me
esqueça de ti. Sou escravo
da tua beleza loura. Agora
apenas anseio invocar-te
em minhas manhãs mais
que devassas.
                
Que papel é este o seu no teatro
da nossa alcova vermelha? 
Tu me provoca fascínios vampíricos
e chama o meu nome no meio
das noites, onde os nossos corpos
em um conluio de um prazer
irretocável, transformam estas
mesmas noites em dias luminosos
de um pleno deleite.
                                   
Os fios de tua cabeleira loura são
macios como o puro algodão e
perfumados como se fossem
inefáveis flores do campo. Este
odor delicioso apenas desperta
em mim os desejos cárneo-sacanas
que boca alguma pode ou deseja
descrever.  Os meus humores
existem a teu favor e os meus
afetos te pertencem de forma
tão absoluta que isto chega
até a assustar os antigos
deuses do amor. 

Não compreendo madrugadas sem ti
assim como não entendo a ótica
da vida sob a ausência da luz dos teus beijos
loucos e enlouquecedores. Teu cheiro de
musa nordestina, deusa ariana do agreste,
me abala a alma arrebatando-a para um
céu de santas cortesãs. É neste doce mistério
que me entrego aos teus poderes de rainha
dos meus indomáveis quereres.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS 

Um comentário:

Cristal de uma mulher disse...

Tuas letras comportam desejos que a alma grita suas vontades mais explícitas. Desejos que completam e satifaz pelo o querer de sua força interior.

Lindas e penetrantes.