segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Ninfa vermelha

Te devoto meu coração que arde em sentimentos sensuais por ti, não há dúvidas que és a minha ninfa de pura beleza e genuíno encantamento. Minha boca pronuncia o teu nome quando os meus pensamentos voam em tua direção.

Tu te tornaste aquela feiticeira sagrada que lançou sobre a minha cabeça o teu feitiço de amor, agora, sou escravo do teu bem-querer! Sou consciente que não há espaços para fugas inconsequentes, o que existe é o caminho de ouro que me levará aos teus braços de mulher e senhora.

O meu único conluio é com a tua essência de pantera mística e sensualíssima, os faróis dos teus olhos com a sua luz conduzem-me ao conforto quente da tua cama. Vejo-me então como corredeira indo na direção do imenso mar da tua alma de fêmea exuberante.

São debaixo dos teus lençóis brancos que tu me revelas os teus segredos mais doces, é brincando contigo de “cabana” que vislumbro os detalhes ricos do palácio do teu corpo. Nas curvas das tuas cinturas e nas estrias de tua provocante pele, me encontro com a perfeição “imperfeita” da tua beleza simplesmente humana.

Aqui não faço amor com uma deusa pré-fabricada de um outdoor, mas, com uma mulher genuína, vinda dos meus anseios supra-reais. A Globeleza sempre foi um desejo de consumo de homens e mulheres que nunca puderam possuí-la de verdade, a não ser, dentro de suas mentes de compradores de sonhos impossíveis.

Os gemidos de prazer que saem de tua boca são como serpentes hipnotizantes que se entrelaçam em meu pescoço, levando-me as terras sacras onde se realizam as tuas deliciosas bacanálias. Jamais negarei a ti a indecência do meu corpo desnudo e nem meus beijos que trazem em si, o fogo rúbeo de um querer desenfreado pela ninfa despudorada que tu me és!

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Nenhum comentário: