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Céu de prazeres rubros

quarta-feira, 2 de agosto de 2017.
Apenas tu consegues me colocar nesta posição, onde me sinto totalmente exposto, em um estado em que as minhas defesas psíquicas e emocionais são jogadas ao chão.  Nenhuma outra mulher tem este pleno domínio sobre mim, não há dúvidas que a química que o meu corpo possui com o teu é dinamite pura!

Dinamite que tem em si um explosivo do mais puro prazer, este capaz de deitar por terra todas as pedras da insegurança que bloqueiam a força impulsionadora da minha entrega total para ti! Então, quando me vejo livre, meus sentidos me conduzem com facilidade as vias prazerosas dos teus quentes braços.

É-me delicioso te colocar sentada sob o meu colo de frente para mim, sentir-te mexer as fartas ancas em um movimento circular que quase me leva à beira da mais completa loucura, fazendo o meu sexo criar vida, conduzindo-o a ganhar aos poucos tamanho e volume tais, que, me levarão a entrar contigo na dança lilithidiana do prazer.

Enquanto brincas divertidamente com tuas firmes nádegas sob o volume intumescido da minha lança fálica, tu beijas a minha boca com o furor dos teus carnudos lábios de Afrodite tupiniquim, neste momento, consigo contemplar a face gloriosa de Dionísio em transbordante êxtase divino.  Quem como tu, oh, meu doce amor? Quem como tu? Quem a não ser esta mulher como tu; capaz de sempre levar-me a um céu de sensações orgiásticas de cores assoberbamente rubras?

Quando bebo da taça dos teus feitiços de uma Circe amante, eis que me vejo como um novo Ulisses, preso na ilha dos teus desejos flamejantes. Ah, meu dulcíssimo paraíso de infindos deleites, que mistério sublime é este que tu manifestas em meu corpo desnudo, materializando nele sentimentos profundos de delícias inenarráveis?

Este mesmo corpo que se encaixa tão perfeitamente ao teu, que se entrelaça tão precisamente a sedosa malícia dele, absorvendo seu cheiro de sereia atlante, bebendo dos teus suores de sacerdotisa da lua, estes teus encantamentos me fazem lembrar Simone de Beauvoir se desvairando nos braços transpirados dos seus amantes desvairados.

Penetrando-te com o furor de um sátiro embriagado pelo vinho da inefável lascívia, derramo no âmago da cidadela do teu útero, a tempestade de um ORGASMO deliciante.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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