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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Luiza

Onde moram os teus sonhos de conteúdo mais profundo? Neste momento qual é aquele lugar onde estão postos os teus pés? Tu ainda insistes em ser um doce enigma para mim. E eu só queria saber qual é o segredo para conquistar o teu coração!

Eu sei que te faço muitas perguntas, mas minha natureza ariana é ansiosa; ter nascido sobre a regência de Marte não me é fácil. Os arianos não vieram para serem comandados e sim para tornarem-se Senhores do mundo.

Estou cansado de carregar sob as minhas costas o fardo pesado da tua ausência, como me é duro suportá-la, nestes dias onde a solidão continua sendo o mal do século. Ter a tua companhia me fortalece, nestes tempos onde, em cada esquina, um guerrilheiro marxista ameaça, tendo um lança-chamas em suas mãos, colocar fogo no corpo em quem ainda acredita no verde e amarelo da pátria gentil.

Ultimamente o meu sonho é morar no resort dos teus quentes braços, singrar nas ondas marítimas dos teus orgasmos, ver-me refletido no espelho límpido do teu sorriso, ser levado por ti até as alturas do amor abissal, voando sob o bater das tuas asas de Ícaro.

Apenas temo perder-me no labirinto do teu corpo nu transpirado, e, por não conseguir decifrá-lo, chegar a ser devorado vivo pelo Minotauro do teu horripilante abandono! Sem ti, sou como João, que foi exilado na ilha de Patmos, tendo visões de um terrível apocalipse, protegido por selos inquebráveis. Sem o ardor do teu beijo mais apaixonado, me assemelho a Ulisses que, em noites frias em sua tenda, sentiu a falta de sua belíssima Penélope, nos dez anos que ficou longe dela, por ter ido participar da lendária guerra de Troia.

Não me negues o bálsamo do teu amor escandinavo, e quando as minhas mãos baterem à porta de tua alma, eu te peço que a abra com pressa, porque anseio tomar contigo, em tua aconchegante alcova, o vinho doce de tua paixão deverasmente ninfomaníaca. A meus ouvidos, anseio que cheguem os teus sussurros açucaradamente vermelhos, feitos de palavras tão lascivas, como que saídas da boca de uma profana sereia.

Sei que, semelhantemente a mim, tu também és poeta, pois eu já li e me perdi em meio ao vendaval dos teus tempestivos poemas, percebi que escreves com o teu peito a queimar sobre as chamas de uma violenta paixão simplesmente báquica.

Preciso o quanto antes atracar no porto seguro do teu endereço, fixar assim a minha morada junto a ti, senhora que és de todo o meu querer. Espero aflitivamente derramar-me, feito água fluídica, aos teus pés, com o intuito de pertencer-te pelo correr interminável deste “caudaloso” e imenso rio, chamado ETERNIDADE.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

     Revisão ortográfica e leitura crítica, realizadas por Natanael Gomes de Alencar. 

3 comentários:

Cristal de uma mulher disse...

Um rio chamado eternidade..magnífico!

Geraldo Coelho Zacarias Coelho disse...

Amigo irmão poeta...uma obra prima; PARA UMA PRIMA OBRA!!!...Amei!...Meus parabéns...Boa tarde...Deus o abençoe.

Ester Silva disse...

Como sempre lindo texto .👏👏