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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A janela aberta do prazer

Quando resolves te debruçar na janela do prazer, eis que me chamas à tua presença, com teu magnetismo sexual irresistível. É impossível para mim, homem apaixonado, resistir a tal chamado, me é inconcebível dizer-te não, uma vez que, quando chego diante de ti, fico deveras extasiado, pois o que acabo contemplando, em teu aspecto físico, é a manifestação de uma beleza e de uma sensualidade, simplesmente absurdas.

Quando resolves te debruçar na janela do prazer, sinto que me convocas a dançar contigo nos salões profanos da paixão, a música do êxtase orgástico. E, enquanto executamos esta dança, como me é prazeroso ter-te em meus braços, sentir o perfume delicioso que se desprende de tua feminilidade, a ganhar minhas narinas embevecidas, e poder sentir assim a minha alma máscula ganhar a largos passos, a entrada em um paraíso de delírios prazerosos sem fim.

Tu me elegeste teu macho supremo, o senhor do teu coração, aquele que te faz mergulhar na piscina de prazeres, onde, ao se manifestarem em ti, te tornam uma genuína deusa do amor.  E é no teu seio vermelho, de deidade plena de desejo, que eu experimento entre gemidos e sussurros incontidos, sensações possuidoras em sua essência, de uma delícia única, onde um poeta por mais inspirado que esteja não consegue descrevê-la por meio dos seus devaneios poéticos.

Tu és aquela que, dia após dia, me abres a janela multicolorida do prazer, fazendo-me contemplar claramente através dela um lindo cenário, onde os amantes, por meio de mil possibilidades, podem se amar sem ter que se envergonhar, dentro de um tempo aparentemente interminável. Eu já não mais consigo enxergar a vida sem o teu amor de fêmea, que não sabe se entregar pela metade, um amor arrebatador, aquele que me leva de roldão aos átrios do templo da luxúria, onde praticas os teus rituais cárneo-sagrados.

Empunhando com firmeza a taça de ouro da minha masculinidade, deixo escorrer para dentro dela o vinho dulcíssimo dos teus gozos carmins, para que assim eu possa bebê-lo, deliciando-me com sua fragrância afroditiana e com seu paladar divinal e absurdamente afrodisíaco.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

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