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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Paixão selvagem

Perdoa-me, meu bem, se a coisa que mais almejo na vida é ser tua, somente tua; já faz algum tempo que o meu desejo por ti se tornou uma forte paixão. Agora, anseio por tua compreensão sobre este sentimento devorador, que faz meu coração bater dia e noite pelo homem que tu és.

As cartas que te foram endereçadas, eu as escrevi , usando a tinta das minhas turbulentas lágrimas; meus dias só se tornam ensolarados quando contemplo o astro-rei nascendo sob o horizonte do teu lindo sorriso. Jamais me acostumarei com a lúgubre sombra da tua ausência. Nasci para ser a tua “noviça rebelde” e não uma monja bem comportada que, presa ao seu claustro, fica a imaginar aqueles possíveis amores que preferiu de livre vontade não vivenciar.

O mundo anda impulsionado pela velocidade alucinante de múltiplas informações. Vindas na maior parte das vezes através da Internet. Mais veloz ainda corro eu em tua direção, impulsionada pelas turbinas dos meus quereres obsessivos que buscam teus másculos carinhos. Sou fera alucinada que fez de ti minha caça preferida, a percorrer as florestas verdejantes do prazer, no teu encalço, querendo provar do adorável sumo dos teus beijos.

Como um intrépido Marco Polo dos nossos tempos, tu, oh, meu amor, conquistaste as terras desconhecidas do meu coração; agora, os rios das minhas mais loucas paixões correm fluentemente na direção do suntuoso mar dos teus abraços acalorados. E quando meu corpo macio é envolvido por eles, eu me sinto muito mais mulher, senhora absoluta de toda a minha essência diânica. 

Em meio aos lençóis perfumados que vestem o colchão da nossa cama, me sinto encerrada no asilo protetor do teu corpo, onde nenhum mal pode me atingir, onde, tanto o sol quanto a lua, nascem e se põem, abençoando-me com a claridade de suas respectivas luzes sagradas.

Somos amantes dedicados a cumular de prazer excessivo um ao outro, somos duas serpentes entrelaçadas sob o bastão da luxúria divina, nos assemelhamos a um grande incêndio a descer morro abaixo pelos nossos sentidos.  Tu és o alvo e eu sou a flecha que, lançada pelo arco sagrado de Ártemis, deseja atingir-te em cheio, intentando, assim, conquistar definitivamente o teu coração, que possui em seu cerne uma natureza inelutavelmente indomável.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.