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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A amada Musa.

Desde a primeira vez que coloquei meus olhos sobre ti, meus sentidos corporais despertaram mutuamente e tudo se fez desejo! Desejo por esta mulher que és, fêmea morena que me faz salivar cachoeiras de quereres incendiantes.  Desde a primeira vez que a minh’alma se conectou com a tua, meu mundo interior foi totalmente cooptado pela tua essência, ah, minha belíssima moçoila.

Neste teu exercício sagrado e profano de ser atriz, seduziste-me a tal ponto de fazeres de mim mais um espectador dentro do teu teatro de emoções, e somente deste modo tornei-me teu admirador eterno, aquele que sempre guardou dentro do seu peito um coração partido.

Como eu, naqueles momentos mágicos, sonhava ser o ator que ao teu lado, protagonizava as mais ardentes cenas de paixão cárneo-carmim.  Minha mente imaginativa fazia-me ter delirantes visões contigo, onde os meus lábios sedentos ficavam colados aos teus, em um beijo profundo, febril e deleitante, onde eu sim era o vampiro que, à luz prateada da lua cheia, sorvia, através deste dulcíssimo ósculo apaixonado, a tua seiva de sacerdotisa pagã.

Como esquecer a beleza estética dos cachos dos teus cabelos negros, que te emprestavam a aparência de uma donzela selvagem, fazendo com que eu contemplasse, em ti, a imagem de uma cigana, dona de formas generosas?

Tu, naquela peça, onde o roteiro fora escrito por um sátiro de alma vermelha, exibias em cena um decote onde a protuberância dos teus magníficos seios se destacava, enlouquecendo-me sensualmente até a minha última vértebra.  Oh, meu amado anjo de alma morena, como meus olhos se maravilhavam perante tal visão, minhas retinas, incrédulas por aquilo que elas registravam, lacrimejavam torrentes da mais plena e absurda estupefação!  

Aqueles que te invejavam a beleza e talento tentaram te colocar na prisão escura do ostracismo, fizeram isto para que tu caísses no meu esquecimento e no esquecimento de todos os teus fiéis admiradores! Porém, eles não contavam com a tua força interior de mulher amazona, de mulher guerreira, que nunca se deixa abater pelo ranço dos seus inimigos. E tal qual uma ave fênix tu renasceste em meio às cinzas, e com isto voltaste a brilhar no céu, onde apenas as estrelas maiores conseguem refulgir com a sua esplêndida luz.

Hoje, te reinventaste como mulher e artista, e é no palco da existência terrena que exibes os teus papéis mais exuberantes! E Dionísio e Apolo são os Deuses regentes da sua arte de interpretar as várias facetas dos múltiplos aspectos humanos. 

És do meu desejo a sua soberana senhora, assim, como és da minha alma de bardo a sua amada MUSA.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Uma homenagem poética a grande e talentosa atriz, Claudia de Alencar. Acima, a imagem que ilustra o texto retrata a atriz aqui homenageada. 

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